O CECAF (Centro de Treinamento, Capacitação e Formação do Setor do Asseio e Conservação), realizou no último sábado, dia 13, a exposição “Histórias que Inspiram”, um trabalho construído pelos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), fruto da parceria do SIEMACO-SP e SEAC, que deu visibilidade às trajetórias de vida, trabalho e superação de profissionais da categoria da Limpeza Urbana, Asseio e Conservação.
A iniciativa nasceu com um propósito claro: permitir que os próprios alunos contassem suas histórias, transformando vivências pessoais em expressão coletiva. O resultado foi uma exposição sensível e potente, que escancarou realidades muitas vezes ignoradas, como a rotina exaustiva da categoria, as dificuldades enfrentadas no ambiente de trabalho, o preconceito social e a luta diária por reconhecimento e dignidade.
As produções apresentadas refletiram a diversidade de experiências dos alunos e a riqueza de seus percursos. O público pôde acompanhar obras literárias, jogos educativos, exposição fotográfica, podcasts e até uma peça teatral, construída de forma colaborativa, que retratou o cotidiano da categoria, dando voz a quem vive essa realidade todos os dias.
Para a coordenadora do CECAF, Roberta Butolo, a exposição foi um momento de forte impacto humano e pedagógico. “Foi um processo muito emocionante. Os alunos se sentiram acolhidos para expor suas histórias com verdade e coragem. Surgiram relatos profundos de superação no trabalho e na vida, inclusive experiências dolorosas de preconceito, como a discriminação sofrida por trabalhadores LGBTQIAPN+. Ver essas histórias sendo ressignificadas em conhecimento, arte e consciência coletiva mostra o poder transformador da educação”, destacou.
“A exposição reforça o papel do CECAF como espaço que vai além da formação técnica, promovendo educação cidadã, inclusão e valorização humana. Ao dar voz aos nossos alunos, que pertencem à categoria, reafirmamos que cada trajetória importa e que a educação é um instrumento essencial para fortalecer identidades, combater o preconceito e construir respeito dentro e fora do ambiente de trabalho”, afirmou o professor Willian Santos.





